Estou tendo muito mais tempo, ultimamente para pensar na minha vida , e ler muita poesia, graças a Deus!
A verdade é que ando meio cabisbaixo, não encontrei ainda o porquê, mas algumas saudades e sonhos que tenho tido talvez constituam a resposta a essa minha pergunta . Tenho apenas 20 anos e algumas experiências (duas pra ser mais exato) amorosas no meu cúrriculo sentimental. E ultimamente parece que o que supostamente já estava superado voltou com mais interrogações do que nunca. A poesia, pode ser muito ou nada, útil nessas horas. Tanta coisa ainda há pra se fazer, lugares para conhecer e coisas para ler. Mas a minha breve memória torna a questionar coisas que ficaram para trás. Para ilustrar um pouco o que se passa , vou deixar aqui um poema do Mário Quintana que li a alguns dias...
Uma alegria para sempre
As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde
as datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer.
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