Nunca me considerei um cara do contra. Talvez esse jeitinho que eu tenho me fez sempre mais feliz. Mas também não deixo de discutir temas que me interessam.
Parece na verdade que o que eu tenho é um alter-ego (outro Eu) para discussões.Quando discuto não me importa essencialmente se vou chegar a um acordo, sou daqueles que é favorável ao conflito. No entanto, algumas situações me deixam de certa forma inconformado. Por exemplo quando os argumentos retóricos (sempre) não seguem uma lógica apropriada, ou própria. Não importa o que você defende, seja coerente! Quando a incoerência toma conta dos debates é que meu alter-ego fala. Sim, ele fala para mim. E ele simplesmente me manda calar a boca. Já não tenho mais paciência pra discussões filosóficas ilógicas. E nessas horas nem o meu bom humor consegue agir.
Isso tudo não é por falta de discussões na minha vida, já que diariamente pratico em casa por qualquer assunto que seja. Eu penso assim porque sei que a prudência, a tolerância e impessoalidade, são usualmente deixadas de lado quando se tem um copo de cerveja na mão.
Talvez por isso são cada vez mais raras as vezes que eu discuto coisas sérias na mesa do bar.
Espero enfim que essas férias sejam dotadas de discussões e que em nenhuma delas o meu alter-ego entre em cena.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Bons Ares...
Bons Ares, são sempre muito bons.
Estive nos últimos dias, em uma viagem pela capital da Argentina. Muito bem acompanhado, eu, explorei alguns dos espaços da cidade reservados aos turistas e outros freqüentados pelos nativos daquela terra.
Me senti mais do que nunca um latino americano. Nossos hermanos me trataram muito bem, em todos lugares que fui da cidade, que é dotada de espaços de discussão política o que faz com que haja um engajamento maior das massas e principalmente da juventude de classe média. Ao meu ver, aqueles que antes "nós" brasileiros chamavamos de metidos, estão dotados de solidariedade e humildade. Talvez as crises ecônomicas que esse país enfrentou fizeram aqueles ditos "europeus" da américa latina, olharem para seus irmãos do sul. Nenhuma grande desventura ocorreu ( Graças a Deus), o que fez da viagem um aglomerado de Bons Ares para mim.
Essa viagem portanto marcou o fim de um ciclo de dificuldades na minha vida e na daqueles que estiveram ao meu redor.
Fica aqui o meu agradecimento ao nosso país vizinho e a todos e todas que me acompanharam nessa aventura (principalmente a galera de cosmorama)
" Tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo. Eu quero é ir-me embora eu quero dar o fora. E quero que você venha comigo."
Caetano Veloso
Estive nos últimos dias, em uma viagem pela capital da Argentina. Muito bem acompanhado, eu, explorei alguns dos espaços da cidade reservados aos turistas e outros freqüentados pelos nativos daquela terra.
Me senti mais do que nunca um latino americano. Nossos hermanos me trataram muito bem, em todos lugares que fui da cidade, que é dotada de espaços de discussão política o que faz com que haja um engajamento maior das massas e principalmente da juventude de classe média. Ao meu ver, aqueles que antes "nós" brasileiros chamavamos de metidos, estão dotados de solidariedade e humildade. Talvez as crises ecônomicas que esse país enfrentou fizeram aqueles ditos "europeus" da américa latina, olharem para seus irmãos do sul. Nenhuma grande desventura ocorreu ( Graças a Deus), o que fez da viagem um aglomerado de Bons Ares para mim.
Essa viagem portanto marcou o fim de um ciclo de dificuldades na minha vida e na daqueles que estiveram ao meu redor.
Fica aqui o meu agradecimento ao nosso país vizinho e a todos e todas que me acompanharam nessa aventura (principalmente a galera de cosmorama)
" Tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo. Eu quero é ir-me embora eu quero dar o fora. E quero que você venha comigo."
Caetano Veloso
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Ao querido amigo, Felipe "Bada"
Quem disse um ano não significa nada na vida de uma pessoa estava completamente enganado.
Em um ano, uma pessoa vira solteira. Em um ano, uma pessoa descobre seu caminho. Em um ano, se pode fazer amigos para a vida toda (digo por experiência própria). Em um ano, nascem muitas pessoas e morrem muitas outras. Em um ano, o amor acaba. Em um ano, o coração pára.
Oscar Nyemmeier disse uma vez " A vida é um minuto." e isso nos faz pensar nos minutos mais longos que já vivemos. Aquele beijo, aquele jogo com os amigos que não acabava nunca, aquela tarde de verão, aquela manhã com a família.
E mesmo que esses " segundos" eternos existam, e que o tempo seja a única invenção ainda não superada, é num piscar de olhos que tudo pára. Como diria Vinicius de Moraes, " De repente, não mais que de repente."
Ainda lembro da última vez que o vi. E como quem sempre deseja paz, amor e saude para aqueles que ama eu disse " Se cuide.", depois de abraça-lo.
Mas algumas coisas simplesmente não têm explicação. E como quem desiste de comer o fruto da árvore do conhecimento, eu aceito a minha perda e rezo por aqueles que como eu (ou até mais que eu), sabem que o seu mundo já não é mais o mesmo.
Para mim Felipe, não saberei nunca como agradecer o que você fez por mim no momento em que eu mais precisava. Tenho certeza , com fé em tudo que eu acredito e sei, que a sua vida não foi em vão, e que agora você está em um lugar melhor .
Por todas as músicas, por todas as brincadeiras, as cervejas, os brindes e principalmente pela coragem e força de saber fazer o certo na hora em que tudo está errado. Eu te digo obrigado com muito amor. 3/12/2008
Em um ano, uma pessoa vira solteira. Em um ano, uma pessoa descobre seu caminho. Em um ano, se pode fazer amigos para a vida toda (digo por experiência própria). Em um ano, nascem muitas pessoas e morrem muitas outras. Em um ano, o amor acaba. Em um ano, o coração pára.
Oscar Nyemmeier disse uma vez " A vida é um minuto." e isso nos faz pensar nos minutos mais longos que já vivemos. Aquele beijo, aquele jogo com os amigos que não acabava nunca, aquela tarde de verão, aquela manhã com a família.
E mesmo que esses " segundos" eternos existam, e que o tempo seja a única invenção ainda não superada, é num piscar de olhos que tudo pára. Como diria Vinicius de Moraes, " De repente, não mais que de repente."
Ainda lembro da última vez que o vi. E como quem sempre deseja paz, amor e saude para aqueles que ama eu disse " Se cuide.", depois de abraça-lo.
Mas algumas coisas simplesmente não têm explicação. E como quem desiste de comer o fruto da árvore do conhecimento, eu aceito a minha perda e rezo por aqueles que como eu (ou até mais que eu), sabem que o seu mundo já não é mais o mesmo.
Para mim Felipe, não saberei nunca como agradecer o que você fez por mim no momento em que eu mais precisava. Tenho certeza , com fé em tudo que eu acredito e sei, que a sua vida não foi em vão, e que agora você está em um lugar melhor .
Por todas as músicas, por todas as brincadeiras, as cervejas, os brindes e principalmente pela coragem e força de saber fazer o certo na hora em que tudo está errado. Eu te digo obrigado com muito amor. 3/12/2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Seria mais fácil
Este foi um fim de semana atípico. Uma loucura atrás da outra, e pouca importância com planos e combinações. As vezes a vida nos surpreende , surpreende aqueles que vivem o real até a última gota. Surpreende aqueles que não vêem graça no que é material.
Em momentos de profunda embriaguez é que nós realmente nos enxergamos não como somos, ou como deveríamos ser, mas sim como não devemos ser. O olhar baixo, um leve sorriso de quem acha que tudo está em perfeita harmonia e a delicadeza de um elefante. Esse não é um manifesto anti-alcool, mas é o princípio de uma reflexão. Até que ponto nós devemos não-ser , aquilo o que queremos ser, ou aquilo que realmente somos.
Talvez, devido a carga de correria, trabalho, estudo, problemas com amigos, problemas com família e preocupações com o centro acadêmico do meu curso , algum ente divino me concedeu esse fim de semana com noites de interminável descaso. E esse descaso, que é fácil , é aliviador, nos permite evitar aquilo que nos incomoda e que nos embebe de um cego prazer que inexiste em si.
Talvez é esse descaso, do caminho que eu abandonei a alguns anos, precise ser vivenciado, justamente pra lembrar que a vida é muito mais que isso. Talvez acreditar que se ter uma visão mais crítica da sociedade seja o primeiro passo pra solucionar nossos problemas, é uma ilusão. Mas eu prefiro acreditar que o caminho mais fácil (menos crítico e mais passivo), o caminho do descaso, é o caminho que te levará a um labirinto, ou a uma prisão de sonhos e idéias, é o caminho portanto da caverna (sim a caverna de platão).
Este post então, eu dedico a minha luta, a minha paixão a tudo aquilo que torna as coisas mais completas, e portanto melhores.
Em momentos de profunda embriaguez é que nós realmente nos enxergamos não como somos, ou como deveríamos ser, mas sim como não devemos ser. O olhar baixo, um leve sorriso de quem acha que tudo está em perfeita harmonia e a delicadeza de um elefante. Esse não é um manifesto anti-alcool, mas é o princípio de uma reflexão. Até que ponto nós devemos não-ser , aquilo o que queremos ser, ou aquilo que realmente somos.
Talvez, devido a carga de correria, trabalho, estudo, problemas com amigos, problemas com família e preocupações com o centro acadêmico do meu curso , algum ente divino me concedeu esse fim de semana com noites de interminável descaso. E esse descaso, que é fácil , é aliviador, nos permite evitar aquilo que nos incomoda e que nos embebe de um cego prazer que inexiste em si.
Talvez é esse descaso, do caminho que eu abandonei a alguns anos, precise ser vivenciado, justamente pra lembrar que a vida é muito mais que isso. Talvez acreditar que se ter uma visão mais crítica da sociedade seja o primeiro passo pra solucionar nossos problemas, é uma ilusão. Mas eu prefiro acreditar que o caminho mais fácil (menos crítico e mais passivo), o caminho do descaso, é o caminho que te levará a um labirinto, ou a uma prisão de sonhos e idéias, é o caminho portanto da caverna (sim a caverna de platão).
Este post então, eu dedico a minha luta, a minha paixão a tudo aquilo que torna as coisas mais completas, e portanto melhores.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
De longe... sentidos
O que afinal é o sentimento ?
O que é isso , que se expressa psicologicamente, fisicamente em nossos corpos e essencialmentente não existe.
A maior loucura não é o sentimento em si, mas a sua reciprocidade possível entre dois seres humanos. Que não se mede pelo tempo de contato, e tampouco pela homogeneidade das crenças. O que diabos é isso que nos faz sentir incompletos, quando sozinhos?
Talvez uma mistura fina de tezão, vontade e desejo. Uma receita de pura irracionalidade. Daquilo que não faz sentido e tampouco o deve fazer. É um espaço no qual o instinto predomina.
Eu ultimamente tenho andado a flor da pele (como diz a música do Baleiro), tratando de entender, com toda minha racionalidade, porque é possível sentir algo por alguém que não está presente e nem faz parte da sua vida. Quais são as chances de alguns dias fazerem sua imaginação voar por todos os jeitos com que se pode beijar alguém?
Uma mistura de psicologia e arte que re-encanta o meu mundo, que por demais racionalizado já beirava a loucura de um mundo que veste casacos de peles de crianças famintas, e de tão triste já não servia nem para acolher. Talvez essas cores e essa poesia sejam o anúncio de uma paixão diferente. Quem sabe?
As vezes o charme da morena que não sabe sambar é a unica melodia que o pandeiro quer tocar.
Um beijo a todos sentimentos que são, de longe, sentidos.
O que é isso , que se expressa psicologicamente, fisicamente em nossos corpos e essencialmentente não existe.
A maior loucura não é o sentimento em si, mas a sua reciprocidade possível entre dois seres humanos. Que não se mede pelo tempo de contato, e tampouco pela homogeneidade das crenças. O que diabos é isso que nos faz sentir incompletos, quando sozinhos?
Talvez uma mistura fina de tezão, vontade e desejo. Uma receita de pura irracionalidade. Daquilo que não faz sentido e tampouco o deve fazer. É um espaço no qual o instinto predomina.
Eu ultimamente tenho andado a flor da pele (como diz a música do Baleiro), tratando de entender, com toda minha racionalidade, porque é possível sentir algo por alguém que não está presente e nem faz parte da sua vida. Quais são as chances de alguns dias fazerem sua imaginação voar por todos os jeitos com que se pode beijar alguém?
Uma mistura de psicologia e arte que re-encanta o meu mundo, que por demais racionalizado já beirava a loucura de um mundo que veste casacos de peles de crianças famintas, e de tão triste já não servia nem para acolher. Talvez essas cores e essa poesia sejam o anúncio de uma paixão diferente. Quem sabe?
As vezes o charme da morena que não sabe sambar é a unica melodia que o pandeiro quer tocar.
Um beijo a todos sentimentos que são, de longe, sentidos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Um guerreiro como nós
Aproveito hoje para utilizar esse espaço para prestar uma homenagem. Uma homenagem a um cara foda. A um amigo, a um irmão.
Felipe Munhoz da Rocha. Uma pessoa que me ensinou a amar e acima de tudo ser coerente com aquilo que eu acredito. Poucas pessoas na minha vida souberam a hora de me mandar parar, parar para pensar naquilo que faço ou deixo de fazer.
Sempre fiel e carinhoso o "Waldis", me ensinou a amar as pessoas pelo seu coração, me ensinou que é preciso sorrir acima de tudo, mesmo nos momentos difíceis.
O mais engraçado é que eu não sou o único que passou pelo amor desse cara. Muitos e muitas já se sentiram muito amados por ele. E a sua dedicação por um mundo melhor talvez o iluminou a tal ponto que todos têm ao menos respeito por ele. Esse menino, que muito ama e é amado, está agora numa cama de hospital, e mal sabe ele da dimensão do amor que as pessoas têm por ele.
Por isso só quero deixar registrado aqui que é incomensurável o amor, a admiração e a gratidão que eu tenho por ele.Que desde sempre foi um anjo da guarda paciente e carinhoso para mim. Enfim, estou orando pela sua melhora.
Para sentir de novo a força do seu abraço.
Felipe Munhoz da Rocha. Uma pessoa que me ensinou a amar e acima de tudo ser coerente com aquilo que eu acredito. Poucas pessoas na minha vida souberam a hora de me mandar parar, parar para pensar naquilo que faço ou deixo de fazer.
Sempre fiel e carinhoso o "Waldis", me ensinou a amar as pessoas pelo seu coração, me ensinou que é preciso sorrir acima de tudo, mesmo nos momentos difíceis.
O mais engraçado é que eu não sou o único que passou pelo amor desse cara. Muitos e muitas já se sentiram muito amados por ele. E a sua dedicação por um mundo melhor talvez o iluminou a tal ponto que todos têm ao menos respeito por ele. Esse menino, que muito ama e é amado, está agora numa cama de hospital, e mal sabe ele da dimensão do amor que as pessoas têm por ele.
Por isso só quero deixar registrado aqui que é incomensurável o amor, a admiração e a gratidão que eu tenho por ele.Que desde sempre foi um anjo da guarda paciente e carinhoso para mim. Enfim, estou orando pela sua melhora.
Para sentir de novo a força do seu abraço.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
As palavras do frade
Num dia de extrema correria, e de total desatenção. Um dia em que corações foram partidos ,e as crianças que faziam malabarismos no sinaleiro já não conseguiam trocados para sobreviver.
Talvez imaginar que um dia amaremos uns aos outros como a nós mesmo pareça ser apenas uma piada de mau gosto. Esse poema do Frei Betto eu dedico a todos aqueles que por algum motivo creêm. Sonhar acordado não basta, creer no material é futilidade. A mudança, o novo, o credo, se constroem na luta social, econômica e espiritual. Fé não se mede, já a qualidade da ação agora, é o parâmetro.
Primeiro, disseram que não haveria mais guerrilhas.
Acreditei e, com as botas,
Abandonei sonhos revolucionários.
Em seguida, disseram
Que terminara a luta armada.
Tornei-me, pois, violento pacifista.
Depois, disseram
Que a esquerda falira,
E fechei os olhos aos olhar dos pobres.
Enfim, disseram
Que o socialismo morrera,
E que uma palavra basta: democracia
Então nasceu em mim
A liberdade de ser burguês.
Sem culpa.
Frei Betto
Talvez imaginar que um dia amaremos uns aos outros como a nós mesmo pareça ser apenas uma piada de mau gosto. Esse poema do Frei Betto eu dedico a todos aqueles que por algum motivo creêm. Sonhar acordado não basta, creer no material é futilidade. A mudança, o novo, o credo, se constroem na luta social, econômica e espiritual. Fé não se mede, já a qualidade da ação agora, é o parâmetro.
Primeiro, disseram que não haveria mais guerrilhas.
Acreditei e, com as botas,
Abandonei sonhos revolucionários.
Em seguida, disseram
Que terminara a luta armada.
Tornei-me, pois, violento pacifista.
Depois, disseram
Que a esquerda falira,
E fechei os olhos aos olhar dos pobres.
Enfim, disseram
Que o socialismo morrera,
E que uma palavra basta: democracia
Então nasceu em mim
A liberdade de ser burguês.
Sem culpa.
Frei Betto
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Muito para contar, muitos com quem contar...
Já faz tempo que não passo por aqui, tenho andado demasiado atarefado. Mas tenho muito pra contar das ultimas semanas que têm sido realmente interessantes.
Depois de tirar o sizo ( o dente) acabei ficando doente, e acho que essa doença me fez tão mal que acabei esquecendo algumas músicas que eu sabia tocar no violão.
E aí depois de alguns dias de sofrimento, voltei a rotina. Estudo, trabalho, bicicleta, musculação , leituras , e mais leituras.
No fim de semana tive uma daquelas experiências que te deixam muito cansado, mas que fazem você relembrar e renovar a esperança de um mundo mais justo. Num fim de semana muito chuvoso fui acampar com o pessoal da pastoral juvenil marista, fui trabalhar como monitor. E foi bom ver que alguns jovens da classe média alta ainda possuem o brilho da transformação. Depois do acampa a correria estava a mil!
Eu tinha um trabalho de antropologia para fazer, e nem tinha começado. Por isso a semana começou com muita correria, e por isso mesmo demonstrou sinais que seria uma semana muito boa.
Nessa mesma semana ( a semana passada) eu , inspirado pelo acampamento do fim de semana, dei a melhor aula de catequese que ja havia dado por todo ano(modéstia a parte). Simplesmente resolvi seguir aquilo que eu acreditava, e sabia que poderia ser um diferencial para os meus alunos. Talvez eles esqueçam disso, mas algum dia eles vão lembrar que a luta contra a desigualdade social se iniciou com o grande JC, ao verem um menino no sinaleiro pedindo dinheiro. O melhor é ver nos olhos deles que eles entendem aquilo que permeia meus pensamentos , durante todos os dias.
No fim de semana duas coisas foram especiais. A primeira, foi eu ter encontrado ( ou reencontrado) um amigo (um dos melhores) que já estava na minha cabeça desde o acampamento, um cara que comigo já viveu com certeza os melhores e os piores momentos da sua vida. O meu amigo jornalista. Inteligentíssimo, é um cara que há muito tempo eu não tenho conseguido me aproximar como nos tempos aúreos da nossa amizade por uma experiência que vivemos juntos e que acabou entrando no ambito do não-argumentável. E como foi bom me sentir de novo completo com a sua presença.
E outra coisa, que também está no alto grau de importância da minha vida, foi a finalização da monografia do meu irmão. Algo que não só me deixa orgulhoso mas que também me lembra quantas vezes (não poucas) eu mesmo já me inspirei nele para saber quais rumos tomar a minha vida. Meu irmão, que também vivenciou momentos difíceis junto com esse meu amigo, demonstrou dessa vez o maior exemplo de superação ( até aqui) da sua vida. Talvez ele não vá publicar um livro de auto-ajuda sobre isso. Mas parece que está iniciando agora na minha vida , e na vida de todos ao meu redor ( a partir destes dois ultimos acontecimentos) um novo ciclo.
Isso significa novos desafios e problemas para enfrentar.
Mas dessa vez já não há, sem sombra de dúvida, o medo do que se vai enfrentar. Sabe-se com a certeza de um gigante que se tem agora, muitos com quem contar.
Como diz a música " Por onde for quero ser seu par", por onde for que eu tenha meus pares para me acompanhar, para cada passo dado, para cada gota de sangue perdida e pelo suor nosso de todos os dias.
Depois de tirar o sizo ( o dente) acabei ficando doente, e acho que essa doença me fez tão mal que acabei esquecendo algumas músicas que eu sabia tocar no violão.
E aí depois de alguns dias de sofrimento, voltei a rotina. Estudo, trabalho, bicicleta, musculação , leituras , e mais leituras.
No fim de semana tive uma daquelas experiências que te deixam muito cansado, mas que fazem você relembrar e renovar a esperança de um mundo mais justo. Num fim de semana muito chuvoso fui acampar com o pessoal da pastoral juvenil marista, fui trabalhar como monitor. E foi bom ver que alguns jovens da classe média alta ainda possuem o brilho da transformação. Depois do acampa a correria estava a mil!
Eu tinha um trabalho de antropologia para fazer, e nem tinha começado. Por isso a semana começou com muita correria, e por isso mesmo demonstrou sinais que seria uma semana muito boa.
Nessa mesma semana ( a semana passada) eu , inspirado pelo acampamento do fim de semana, dei a melhor aula de catequese que ja havia dado por todo ano(modéstia a parte). Simplesmente resolvi seguir aquilo que eu acreditava, e sabia que poderia ser um diferencial para os meus alunos. Talvez eles esqueçam disso, mas algum dia eles vão lembrar que a luta contra a desigualdade social se iniciou com o grande JC, ao verem um menino no sinaleiro pedindo dinheiro. O melhor é ver nos olhos deles que eles entendem aquilo que permeia meus pensamentos , durante todos os dias.
No fim de semana duas coisas foram especiais. A primeira, foi eu ter encontrado ( ou reencontrado) um amigo (um dos melhores) que já estava na minha cabeça desde o acampamento, um cara que comigo já viveu com certeza os melhores e os piores momentos da sua vida. O meu amigo jornalista. Inteligentíssimo, é um cara que há muito tempo eu não tenho conseguido me aproximar como nos tempos aúreos da nossa amizade por uma experiência que vivemos juntos e que acabou entrando no ambito do não-argumentável. E como foi bom me sentir de novo completo com a sua presença.
E outra coisa, que também está no alto grau de importância da minha vida, foi a finalização da monografia do meu irmão. Algo que não só me deixa orgulhoso mas que também me lembra quantas vezes (não poucas) eu mesmo já me inspirei nele para saber quais rumos tomar a minha vida. Meu irmão, que também vivenciou momentos difíceis junto com esse meu amigo, demonstrou dessa vez o maior exemplo de superação ( até aqui) da sua vida. Talvez ele não vá publicar um livro de auto-ajuda sobre isso. Mas parece que está iniciando agora na minha vida , e na vida de todos ao meu redor ( a partir destes dois ultimos acontecimentos) um novo ciclo.
Isso significa novos desafios e problemas para enfrentar.
Mas dessa vez já não há, sem sombra de dúvida, o medo do que se vai enfrentar. Sabe-se com a certeza de um gigante que se tem agora, muitos com quem contar.
Como diz a música " Por onde for quero ser seu par", por onde for que eu tenha meus pares para me acompanhar, para cada passo dado, para cada gota de sangue perdida e pelo suor nosso de todos os dias.
domingo, 5 de outubro de 2008
20 anos de democracia ...será?
No dia de hoje o Brasil completa 20 anos da sua constituição democrática. Mas, cabe perguntar, será que realmente vivemos numa democracia ? Ou melhor o que é um regime democrático ?
Infelizmente, está claro que as condições para o jogo democrático no nosso país não são as melhores. Há que se considerar também que esse regime político ainda é muito novo no nosso país. Estamos a cada dia tentando compreender as mudanças e desigualdades da nossa cidade, e fica cada vez mais claro que os governantes favorecem as camadas superiores da nossa sociedade.
E mais essencial que as questões da governança, é pensar a dependência que os processos "democráticos" no Brasil tem dos meios de comunicação. Os grupos que comandam as emissoras de Tv e jornais sabem o poder que têm nas suas mãos.
Enfim sabemos que apesar dos pesares é necessario reconhecer que não há outra opção senão este regime político, que quem sabe quando esteja mais maduro, se torne mais igualitário. Pois em termos de liberdade, creio eu que já atingimos um nível relativamente bom.
Para terminar coloco que a Democracia na concepção liberal da ciência política é essencialmente a mediação entre participação e oposição no jogo político.
Infelizmente, está claro que as condições para o jogo democrático no nosso país não são as melhores. Há que se considerar também que esse regime político ainda é muito novo no nosso país. Estamos a cada dia tentando compreender as mudanças e desigualdades da nossa cidade, e fica cada vez mais claro que os governantes favorecem as camadas superiores da nossa sociedade.
E mais essencial que as questões da governança, é pensar a dependência que os processos "democráticos" no Brasil tem dos meios de comunicação. Os grupos que comandam as emissoras de Tv e jornais sabem o poder que têm nas suas mãos.
Enfim sabemos que apesar dos pesares é necessario reconhecer que não há outra opção senão este regime político, que quem sabe quando esteja mais maduro, se torne mais igualitário. Pois em termos de liberdade, creio eu que já atingimos um nível relativamente bom.
Para terminar coloco que a Democracia na concepção liberal da ciência política é essencialmente a mediação entre participação e oposição no jogo político.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Não vim até aqui...
"Não vim até aqui, pra desistir agora ! " É isso o que diz a musica dos Engenheiros do Hawaii , uma das suas melhores musicas.
E quando o cansaço do dia-a-dia bate a gente se pergunta " será que vale a pena ?" e aí depende muito do tipo de cansaço que você tá enfrentando. Por exemplo , se for um cansaço intelectual ele vale muito a pena. Agora o cansaço físico na maioria das vezes não te dá nem chance de pensar sobre. E o cansaço emocional, aquele que resulta de uma desilusão ou decepção, talvez seja o mais dificil de se lidar de todos eles. Fernando Pessoa diz que sempre vale a pena se a alma não é pequena. Mas eu digo sempre vale a pena se a situação e a vontade andam juntas.
Vou me explicar. Valer a pena para mim depende não só do contexto e da situação em que está minha vida, mas também de quanto eu quero algo. Como bom sociólogo me questiono constantemente se realmente gosto daquilo que faço. E até hoje pelo menos não duvidei disso em relação a minha carreira. Mas quanto a outras coisas...
Enfim uma dose de racionalidade, uma xícara de fé e poesia a gosto é a receita básica.
E como diz a música : " Entendo você se você quiser ir embora..."
E quando o cansaço do dia-a-dia bate a gente se pergunta " será que vale a pena ?" e aí depende muito do tipo de cansaço que você tá enfrentando. Por exemplo , se for um cansaço intelectual ele vale muito a pena. Agora o cansaço físico na maioria das vezes não te dá nem chance de pensar sobre. E o cansaço emocional, aquele que resulta de uma desilusão ou decepção, talvez seja o mais dificil de se lidar de todos eles. Fernando Pessoa diz que sempre vale a pena se a alma não é pequena. Mas eu digo sempre vale a pena se a situação e a vontade andam juntas.
Vou me explicar. Valer a pena para mim depende não só do contexto e da situação em que está minha vida, mas também de quanto eu quero algo. Como bom sociólogo me questiono constantemente se realmente gosto daquilo que faço. E até hoje pelo menos não duvidei disso em relação a minha carreira. Mas quanto a outras coisas...
Enfim uma dose de racionalidade, uma xícara de fé e poesia a gosto é a receita básica.
E como diz a música : " Entendo você se você quiser ir embora..."
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
As contadições do amor e outros relacionamentos
Sempre tive muita dificuldade no que se refere a relacionamentos. As vezes, amigo, ficante ou namorado, eu realmente tenho um pouco de dificuldade de entender algumas dessas coisas.
Por isso acabo levando para o plano que é da minha "alçada" e tento entender meus relacionamentos sociológicamente. Sim, eu racionalizo algumas coisas para saber se estou ganhando ou perdendo com aquilo. Mas afinal temos realmente que ganhar ou perder algo quando nos relacionamos com outras pessoas?
Eu sinceramente, acho que não. Então reformulando a minha colocação de uma outra maneira, eu racionalizo algumas coisas pra saber se estou bem com este ou aquele relacionamento. A sociologia contemporânea fala também da "coisificação do homem" ou das relações humanas, que seria o modo como tratamos uns aos outros como se fossemos coisas sem sentimentos. Diz-se dessa questão que é um reflexo do advento da tecnologia e das transformações culturais do capitalismo. Ou seja é o modo como buscamos alguma "vantagem" nos nossos relacionamentos.
O que interessa é saber, o que se ganha com um relacionamento?
Preocupações e dores de cabeça, diriam os mais desiludidos e individualistas. E infelizmente eles têm alguma razão. Só que para o nosso alívio, os relacionamentos nos trazem uma alegria que poucas coisas da nossa vida nos trazem. É graças aos nossos relacionamentos que temos algumas das maiores alegrias de nossa vida. O carinho, a sintonia e a capacidade de se encontrar no outro, cria em nós o sentimento de pertencimento a alguma coisa. E apesar das dores de cabeça que esses relacionamentos podem nos trazer, não há riqueza maior que o ser humano. Por essas e outras que eu termino esse post com a frase do mestre Vinicius de Moraes " A vida amigo, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida. "
Beijos e abraços...
Por isso acabo levando para o plano que é da minha "alçada" e tento entender meus relacionamentos sociológicamente. Sim, eu racionalizo algumas coisas para saber se estou ganhando ou perdendo com aquilo. Mas afinal temos realmente que ganhar ou perder algo quando nos relacionamos com outras pessoas?
Eu sinceramente, acho que não. Então reformulando a minha colocação de uma outra maneira, eu racionalizo algumas coisas pra saber se estou bem com este ou aquele relacionamento. A sociologia contemporânea fala também da "coisificação do homem" ou das relações humanas, que seria o modo como tratamos uns aos outros como se fossemos coisas sem sentimentos. Diz-se dessa questão que é um reflexo do advento da tecnologia e das transformações culturais do capitalismo. Ou seja é o modo como buscamos alguma "vantagem" nos nossos relacionamentos.
O que interessa é saber, o que se ganha com um relacionamento?
Preocupações e dores de cabeça, diriam os mais desiludidos e individualistas. E infelizmente eles têm alguma razão. Só que para o nosso alívio, os relacionamentos nos trazem uma alegria que poucas coisas da nossa vida nos trazem. É graças aos nossos relacionamentos que temos algumas das maiores alegrias de nossa vida. O carinho, a sintonia e a capacidade de se encontrar no outro, cria em nós o sentimento de pertencimento a alguma coisa. E apesar das dores de cabeça que esses relacionamentos podem nos trazer, não há riqueza maior que o ser humano. Por essas e outras que eu termino esse post com a frase do mestre Vinicius de Moraes " A vida amigo, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida. "
Beijos e abraços...
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
O agasalho da campanha
Às 2h00 da madrugada, um grupo de quatro jovens, corre pela ruaXV próximo à boca maldita. É espantosa a pressa desses meninos, aonde vão? quem irão encontrar?
Bom meus amigos, é só mais um grupo de jovens de classe média alta buscando um bar aberto , numa quarta feira qualquer. O motivo da pressa? É o frio ! E dessa cena eles só são os coadjuvantes. Porque logo junto a entrada de um banco está um homem dormindo, mas não é qualquer homem.É o João, o José, o Pedro é ,como qualquer outro, um igual perante à lei. E ele é igual em todos os aspectos biológicos, só que naquele momento, naquele lugar, ele era um homem com muito frio e com apenas uma fina coberta para lhe proteger.
Por quê?
Porque esse homem simplismente concretiza uma idéia de não-cidadão, o ser que é desconsiderado até pelas formas marginalização e criminalização. É um ser que não existe, ou que não é, ele simplesmente está...
Está no chão , está pedindo dinheiro, está passando fome , está além da margem que separa pobres e ricos. É um corpo estranho na sociedade.É um corpo estranho. É estranho.
Os não-cidadãos, não são considerados nem nas ações políticas, nem nas religiosas e muito menos nas jurídicas.
Quanto aos quatro jovens, eles têm o poder , em quanto cidadãos, de transformar essa situção. Eles não só tem o poder, como a responsabilidade de garantir a ida ao bar ou pelo menos a um mínimo de cidadania aos corpos estranhos à sociedade. São responsáveis, estes jovens, não porque têm a culpa de terem nascido ricos,mas justamente para que a sua diversão não esteja apoiada no sofrimento alheio.
Dentre muitas de suas causas, essa desigualdade tem essencialmente um fundo político e é fruto da seriedade com a qual uma população encara os processos politicos que se dão em sua cidade. Será que nessas eleições haverá alguma verdadeira campanha do agasalho para essa massa de não cidadãos ? Ou assistiremos mais uma vez o agasalho das campanhas aquecer as contas bancárias de nossos tão estimados representantes?
O voto , o poder e a responsabilidade, são de cada um de nós.
Bom meus amigos, é só mais um grupo de jovens de classe média alta buscando um bar aberto , numa quarta feira qualquer. O motivo da pressa? É o frio ! E dessa cena eles só são os coadjuvantes. Porque logo junto a entrada de um banco está um homem dormindo, mas não é qualquer homem.É o João, o José, o Pedro é ,como qualquer outro, um igual perante à lei. E ele é igual em todos os aspectos biológicos, só que naquele momento, naquele lugar, ele era um homem com muito frio e com apenas uma fina coberta para lhe proteger.
Por quê?
Porque esse homem simplismente concretiza uma idéia de não-cidadão, o ser que é desconsiderado até pelas formas marginalização e criminalização. É um ser que não existe, ou que não é, ele simplesmente está...
Está no chão , está pedindo dinheiro, está passando fome , está além da margem que separa pobres e ricos. É um corpo estranho na sociedade.É um corpo estranho. É estranho.
Os não-cidadãos, não são considerados nem nas ações políticas, nem nas religiosas e muito menos nas jurídicas.
Quanto aos quatro jovens, eles têm o poder , em quanto cidadãos, de transformar essa situção. Eles não só tem o poder, como a responsabilidade de garantir a ida ao bar ou pelo menos a um mínimo de cidadania aos corpos estranhos à sociedade. São responsáveis, estes jovens, não porque têm a culpa de terem nascido ricos,mas justamente para que a sua diversão não esteja apoiada no sofrimento alheio.
Dentre muitas de suas causas, essa desigualdade tem essencialmente um fundo político e é fruto da seriedade com a qual uma população encara os processos politicos que se dão em sua cidade. Será que nessas eleições haverá alguma verdadeira campanha do agasalho para essa massa de não cidadãos ? Ou assistiremos mais uma vez o agasalho das campanhas aquecer as contas bancárias de nossos tão estimados representantes?
O voto , o poder e a responsabilidade, são de cada um de nós.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Reflexões sobre a luz
A vida espiritual, tem se tornado cada vez mais rejeitada pela juventude. Os argumentos que fundamentam essa rejeição, são no mínimo vazios, e isso acontece pela "futilização" dos objetivos de pessoas da nossa faixa etária. Projetos como os quais nós participamos ou costumavamos participar, sem dúvida tiveram efeitos em nossas concepções (tanto religiosas,como politicas, sociais), e estes efeitos impediram que o senso comum à nossa classe pequeno-burguesa, nos fizesse ter sonhos medíocres.
A nossa utopia é muito mais que apenas um projeto socialista justo e igualitário, ela é também um sonho pela criação de instituições plenas em ideais libertários. E nesse mesmo momento alguns se perguntam, como é possivel um projeto social-libertário pautado em concepções judaico-cristãs?
E aí a resposta para aqueles que creêm que revolucionar é pegar em armas e atirar nos que discordam de seus pontos de vista, é dada pela nossa vivência.
Mudanças sócio-politicas e econômicas compreendem em si processos lentos, esses que envolvem cambios de habitos e na cultura cotidiana das pessoas.
Por essas e outras meus amigos, a nossa revolução a gente faz vivendo.Isso pode parecer meio reacionário, mas é a alternativa a que lhes proponho como estudioso dessa roda-viva social na qual vivemos.
A luz de cada ação desenvolvida por nós, que seja dotada de uma vontade mais humana, mais justa, mais cristã é o nosso ideal de ação. Nesse sentido peço pelas orações e boas vibrações de todos, para que no próximo feriado possamos, mesmo que sem alguns de vocês, mas com o que é essencial nessa nossa proposta ( a fé, o amor e o respeito), fazer mais uma vez a utopia tomar forma física, e dar o gosto da luz que permeia o Reino de Deus ou Projeto de sociedade que Jesus professou, a alguns jovens de classe média-alta. E quem sabe, eles, passando pelos mesmos processos que passamos possam se juntar a nós nessa luta.
Victor Miguel Castillo de Macedo
A nossa utopia é muito mais que apenas um projeto socialista justo e igualitário, ela é também um sonho pela criação de instituições plenas em ideais libertários. E nesse mesmo momento alguns se perguntam, como é possivel um projeto social-libertário pautado em concepções judaico-cristãs?
E aí a resposta para aqueles que creêm que revolucionar é pegar em armas e atirar nos que discordam de seus pontos de vista, é dada pela nossa vivência.
Mudanças sócio-politicas e econômicas compreendem em si processos lentos, esses que envolvem cambios de habitos e na cultura cotidiana das pessoas.
Por essas e outras meus amigos, a nossa revolução a gente faz vivendo.Isso pode parecer meio reacionário, mas é a alternativa a que lhes proponho como estudioso dessa roda-viva social na qual vivemos.
A luz de cada ação desenvolvida por nós, que seja dotada de uma vontade mais humana, mais justa, mais cristã é o nosso ideal de ação. Nesse sentido peço pelas orações e boas vibrações de todos, para que no próximo feriado possamos, mesmo que sem alguns de vocês, mas com o que é essencial nessa nossa proposta ( a fé, o amor e o respeito), fazer mais uma vez a utopia tomar forma física, e dar o gosto da luz que permeia o Reino de Deus ou Projeto de sociedade que Jesus professou, a alguns jovens de classe média-alta. E quem sabe, eles, passando pelos mesmos processos que passamos possam se juntar a nós nessa luta.
Victor Miguel Castillo de Macedo
terça-feira, 15 de abril de 2008
Ainda me pergunto o que acontece com a gente...
Será que estamos fadados a nos separar, a criar espaços não-argumentaveis entre cada um de nós ?
Esta pergunta pra mim, na verdade nunca será respondida. A distancia daqueles que amo nunca me fez bem. Mas de qualquer jeito uma coisa que se conserva nas minhas entranhas e que se renova a cada dia, é essa fé na vida.
Saudades de cada um de vocês amigos ...
Que a vida de vocês esteja tão fascinante quanto a minha, mas que a dor que vocês sentem não seja a mesma que me acompanha.
abraços !
Será que estamos fadados a nos separar, a criar espaços não-argumentaveis entre cada um de nós ?
Esta pergunta pra mim, na verdade nunca será respondida. A distancia daqueles que amo nunca me fez bem. Mas de qualquer jeito uma coisa que se conserva nas minhas entranhas e que se renova a cada dia, é essa fé na vida.
Saudades de cada um de vocês amigos ...
Que a vida de vocês esteja tão fascinante quanto a minha, mas que a dor que vocês sentem não seja a mesma que me acompanha.
abraços !
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