"Não vim até aqui, pra desistir agora ! " É isso o que diz a musica dos Engenheiros do Hawaii , uma das suas melhores musicas.
E quando o cansaço do dia-a-dia bate a gente se pergunta " será que vale a pena ?" e aí depende muito do tipo de cansaço que você tá enfrentando. Por exemplo , se for um cansaço intelectual ele vale muito a pena. Agora o cansaço físico na maioria das vezes não te dá nem chance de pensar sobre. E o cansaço emocional, aquele que resulta de uma desilusão ou decepção, talvez seja o mais dificil de se lidar de todos eles. Fernando Pessoa diz que sempre vale a pena se a alma não é pequena. Mas eu digo sempre vale a pena se a situação e a vontade andam juntas.
Vou me explicar. Valer a pena para mim depende não só do contexto e da situação em que está minha vida, mas também de quanto eu quero algo. Como bom sociólogo me questiono constantemente se realmente gosto daquilo que faço. E até hoje pelo menos não duvidei disso em relação a minha carreira. Mas quanto a outras coisas...
Enfim uma dose de racionalidade, uma xícara de fé e poesia a gosto é a receita básica.
E como diz a música : " Entendo você se você quiser ir embora..."
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
As contadições do amor e outros relacionamentos
Sempre tive muita dificuldade no que se refere a relacionamentos. As vezes, amigo, ficante ou namorado, eu realmente tenho um pouco de dificuldade de entender algumas dessas coisas.
Por isso acabo levando para o plano que é da minha "alçada" e tento entender meus relacionamentos sociológicamente. Sim, eu racionalizo algumas coisas para saber se estou ganhando ou perdendo com aquilo. Mas afinal temos realmente que ganhar ou perder algo quando nos relacionamos com outras pessoas?
Eu sinceramente, acho que não. Então reformulando a minha colocação de uma outra maneira, eu racionalizo algumas coisas pra saber se estou bem com este ou aquele relacionamento. A sociologia contemporânea fala também da "coisificação do homem" ou das relações humanas, que seria o modo como tratamos uns aos outros como se fossemos coisas sem sentimentos. Diz-se dessa questão que é um reflexo do advento da tecnologia e das transformações culturais do capitalismo. Ou seja é o modo como buscamos alguma "vantagem" nos nossos relacionamentos.
O que interessa é saber, o que se ganha com um relacionamento?
Preocupações e dores de cabeça, diriam os mais desiludidos e individualistas. E infelizmente eles têm alguma razão. Só que para o nosso alívio, os relacionamentos nos trazem uma alegria que poucas coisas da nossa vida nos trazem. É graças aos nossos relacionamentos que temos algumas das maiores alegrias de nossa vida. O carinho, a sintonia e a capacidade de se encontrar no outro, cria em nós o sentimento de pertencimento a alguma coisa. E apesar das dores de cabeça que esses relacionamentos podem nos trazer, não há riqueza maior que o ser humano. Por essas e outras que eu termino esse post com a frase do mestre Vinicius de Moraes " A vida amigo, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida. "
Beijos e abraços...
Por isso acabo levando para o plano que é da minha "alçada" e tento entender meus relacionamentos sociológicamente. Sim, eu racionalizo algumas coisas para saber se estou ganhando ou perdendo com aquilo. Mas afinal temos realmente que ganhar ou perder algo quando nos relacionamos com outras pessoas?
Eu sinceramente, acho que não. Então reformulando a minha colocação de uma outra maneira, eu racionalizo algumas coisas pra saber se estou bem com este ou aquele relacionamento. A sociologia contemporânea fala também da "coisificação do homem" ou das relações humanas, que seria o modo como tratamos uns aos outros como se fossemos coisas sem sentimentos. Diz-se dessa questão que é um reflexo do advento da tecnologia e das transformações culturais do capitalismo. Ou seja é o modo como buscamos alguma "vantagem" nos nossos relacionamentos.
O que interessa é saber, o que se ganha com um relacionamento?
Preocupações e dores de cabeça, diriam os mais desiludidos e individualistas. E infelizmente eles têm alguma razão. Só que para o nosso alívio, os relacionamentos nos trazem uma alegria que poucas coisas da nossa vida nos trazem. É graças aos nossos relacionamentos que temos algumas das maiores alegrias de nossa vida. O carinho, a sintonia e a capacidade de se encontrar no outro, cria em nós o sentimento de pertencimento a alguma coisa. E apesar das dores de cabeça que esses relacionamentos podem nos trazer, não há riqueza maior que o ser humano. Por essas e outras que eu termino esse post com a frase do mestre Vinicius de Moraes " A vida amigo, a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida. "
Beijos e abraços...
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
O agasalho da campanha
Às 2h00 da madrugada, um grupo de quatro jovens, corre pela ruaXV próximo à boca maldita. É espantosa a pressa desses meninos, aonde vão? quem irão encontrar?
Bom meus amigos, é só mais um grupo de jovens de classe média alta buscando um bar aberto , numa quarta feira qualquer. O motivo da pressa? É o frio ! E dessa cena eles só são os coadjuvantes. Porque logo junto a entrada de um banco está um homem dormindo, mas não é qualquer homem.É o João, o José, o Pedro é ,como qualquer outro, um igual perante à lei. E ele é igual em todos os aspectos biológicos, só que naquele momento, naquele lugar, ele era um homem com muito frio e com apenas uma fina coberta para lhe proteger.
Por quê?
Porque esse homem simplismente concretiza uma idéia de não-cidadão, o ser que é desconsiderado até pelas formas marginalização e criminalização. É um ser que não existe, ou que não é, ele simplesmente está...
Está no chão , está pedindo dinheiro, está passando fome , está além da margem que separa pobres e ricos. É um corpo estranho na sociedade.É um corpo estranho. É estranho.
Os não-cidadãos, não são considerados nem nas ações políticas, nem nas religiosas e muito menos nas jurídicas.
Quanto aos quatro jovens, eles têm o poder , em quanto cidadãos, de transformar essa situção. Eles não só tem o poder, como a responsabilidade de garantir a ida ao bar ou pelo menos a um mínimo de cidadania aos corpos estranhos à sociedade. São responsáveis, estes jovens, não porque têm a culpa de terem nascido ricos,mas justamente para que a sua diversão não esteja apoiada no sofrimento alheio.
Dentre muitas de suas causas, essa desigualdade tem essencialmente um fundo político e é fruto da seriedade com a qual uma população encara os processos politicos que se dão em sua cidade. Será que nessas eleições haverá alguma verdadeira campanha do agasalho para essa massa de não cidadãos ? Ou assistiremos mais uma vez o agasalho das campanhas aquecer as contas bancárias de nossos tão estimados representantes?
O voto , o poder e a responsabilidade, são de cada um de nós.
Bom meus amigos, é só mais um grupo de jovens de classe média alta buscando um bar aberto , numa quarta feira qualquer. O motivo da pressa? É o frio ! E dessa cena eles só são os coadjuvantes. Porque logo junto a entrada de um banco está um homem dormindo, mas não é qualquer homem.É o João, o José, o Pedro é ,como qualquer outro, um igual perante à lei. E ele é igual em todos os aspectos biológicos, só que naquele momento, naquele lugar, ele era um homem com muito frio e com apenas uma fina coberta para lhe proteger.
Por quê?
Porque esse homem simplismente concretiza uma idéia de não-cidadão, o ser que é desconsiderado até pelas formas marginalização e criminalização. É um ser que não existe, ou que não é, ele simplesmente está...
Está no chão , está pedindo dinheiro, está passando fome , está além da margem que separa pobres e ricos. É um corpo estranho na sociedade.É um corpo estranho. É estranho.
Os não-cidadãos, não são considerados nem nas ações políticas, nem nas religiosas e muito menos nas jurídicas.
Quanto aos quatro jovens, eles têm o poder , em quanto cidadãos, de transformar essa situção. Eles não só tem o poder, como a responsabilidade de garantir a ida ao bar ou pelo menos a um mínimo de cidadania aos corpos estranhos à sociedade. São responsáveis, estes jovens, não porque têm a culpa de terem nascido ricos,mas justamente para que a sua diversão não esteja apoiada no sofrimento alheio.
Dentre muitas de suas causas, essa desigualdade tem essencialmente um fundo político e é fruto da seriedade com a qual uma população encara os processos politicos que se dão em sua cidade. Será que nessas eleições haverá alguma verdadeira campanha do agasalho para essa massa de não cidadãos ? Ou assistiremos mais uma vez o agasalho das campanhas aquecer as contas bancárias de nossos tão estimados representantes?
O voto , o poder e a responsabilidade, são de cada um de nós.
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