As férias teriam sido muito bem terminadas se não houvesse a suspensão das aulas por causa da gripe suína, assunto tão confuso que só posso dizer que tem me irritado um pouco.
Ainda assim, vejo que alguns assuntos estão sendo de certa forma negligenciados pela nossa (não muito) estimada mídia.
Para quem não sabe o presidente do nosso senado (quase um rei nas nossas bandas), José Sarney, também já foi presidente do Brasil e deputado pelos partidos ARENA, e PDS antes de fazer parte do partido em que está hoje (PMDB).Só para ilustrar um pouco o caos ideológico descrito acima, a ARENA era o partido que durante a ditadura apoiava a oligarquia militar. PDS é a legenda que representou os mesmos que estavam ARENA quando a ditadura acabou. O oposto da ARENA era o MDB que se tornou PMDB. Ele foi o primeiro presidente (eleito por colégio eleitoral) da democracia atual. Essa é a terceira vez que ele é presidente do senado ( a primeira foi durante a gestão do FHC e a segunda no primeiro mandato do Lula). Os que faziam parte do antigo PDS, hoje estão no partido chamado de DEMOCRATAS, que cá entre nós, são qualquer coisa menos democráticos.
José Sarney como um dos grandes coronéis da nossa sociedade, escolhe e coloca ao seu gosto os seus familiares em cada cargo que pode.
Faz isso por meio de atos secretos, ou fez pelo menos. Para mim quase não há dúvidas que esse senhor não há de sair tão facil dos cargos de representação política dos quais faz parte.
Ele e muitos outros estão aí faz tempo, e faz tempo que não estão nem aí. É bom saber em quem se está votando. Caráter é uma coisa que se mede pelo tempo, e não se encontra muito facilmente em meios políticos.
A gripe suína é sazonal, já os aspectos podres da nossa política nem tanto.Quem sabe (e eu assim penso) a primeira não mate tantas pessoas quanto a segunda. Tá aí mais uma hipótese para a ciência política.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
A arte de viver da fé...

Nesses últimos dias estive fazendo uma das mais importantes viagens da minha vida. Não pela necesidade de conhecer mas pelas coisas que fazem parte da minha vida. Tantos lugares já conhecidos no mundo, e só agora me rendi e superei aquela descuriosidade e medo que me afetava, e enfim conheci o Rio de Janeiro.
Tantos lugares, tantas pessoas para ir comigo, e não poderia ter sido melhor. Um lugar, um simbolo, uma marca e várias culturas. Para mim, o sol, o mar, o samba, as morenas, o congresso no momento certo culminaram a inevitabilidade de todos momentos vividos. Abrigado numa casa de malucos, gringos, artistas, malandros e sociólogos talvez sejam muitas as reflexões que essa viagem me permitirá fazer.
Numa cidade que é puro contraste, desde a beleza de sua paisagem natural com evidentes focos de podridão urbana até as batidas de funk num contratempo de samba. A verdadeira "Novidade" paralameada. Foram cinco dias de sambas e chopps brama. Não cheguei a conhecer nem metade dos passeios turísticos, já que dividido entre batucadas e discussões sociológicas a beira da praia.
A viagem salvou muito do que seria um recesso numa cidade fria e desengonçada como Curitiba. Mais do que isso, conhecer pessoas novas e ao mesmo tempo incríveis (pessoal da Unesp e Ufscar) foi essencial para chegar a conclusão de que o Rio realmente continua lindo. Apesar de tudo a minha primeira e última impressão são as mesmas. Essa cidade me lembra Buenos Aires pelos seus prédios antigos e mendigos, me lembra também Maputo (capital de Moçambique) pela sujeira das ruas e pedintes que brotam por todos os lados, e ainda me lembra Santo Domingo (cidade de meu pai , capital da República Dominicana) pela clara associação social entre classe e raça, num lugar cercado de belezas históricas e naturais.
De fato o Rio de Janeiro é lindo, como um samba, de melodia alegre, palavras simples e tristes, que revelam a luta e o sofrimento daqueles que não têm nem voz nem vez. E mesmo assim, não perdem a sua fé em um Cristo que está sempre de braços abertos.
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