sábado, 1 de agosto de 2009

A arte de viver da fé...


Nesses últimos dias estive fazendo uma das mais importantes viagens da minha vida. Não pela necesidade de conhecer mas pelas coisas que fazem parte da minha vida. Tantos lugares já conhecidos no mundo, e só agora me rendi e superei aquela descuriosidade e medo que me afetava, e enfim conheci o Rio de Janeiro.


Tantos lugares, tantas pessoas para ir comigo, e não poderia ter sido melhor. Um lugar, um simbolo, uma marca e várias culturas. Para mim, o sol, o mar, o samba, as morenas, o congresso no momento certo culminaram a inevitabilidade de todos momentos vividos. Abrigado numa casa de malucos, gringos, artistas, malandros e sociólogos talvez sejam muitas as reflexões que essa viagem me permitirá fazer.


Numa cidade que é puro contraste, desde a beleza de sua paisagem natural com evidentes focos de podridão urbana até as batidas de funk num contratempo de samba. A verdadeira "Novidade" paralameada. Foram cinco dias de sambas e chopps brama. Não cheguei a conhecer nem metade dos passeios turísticos, já que dividido entre batucadas e discussões sociológicas a beira da praia.


A viagem salvou muito do que seria um recesso numa cidade fria e desengonçada como Curitiba. Mais do que isso, conhecer pessoas novas e ao mesmo tempo incríveis (pessoal da Unesp e Ufscar) foi essencial para chegar a conclusão de que o Rio realmente continua lindo. Apesar de tudo a minha primeira e última impressão são as mesmas. Essa cidade me lembra Buenos Aires pelos seus prédios antigos e mendigos, me lembra também Maputo (capital de Moçambique) pela sujeira das ruas e pedintes que brotam por todos os lados, e ainda me lembra Santo Domingo (cidade de meu pai , capital da República Dominicana) pela clara associação social entre classe e raça, num lugar cercado de belezas históricas e naturais.


De fato o Rio de Janeiro é lindo, como um samba, de melodia alegre, palavras simples e tristes, que revelam a luta e o sofrimento daqueles que não têm nem voz nem vez. E mesmo assim, não perdem a sua fé em um Cristo que está sempre de braços abertos.

2 comentários:

Eti disse...

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não..."

Victor Miguel disse...

Se não, é como amar uma mulher só linda, e daí?