sexta-feira, 15 de abril de 2011
Nova velha vida
Estive brigado com as palavras, mas como nada é eterno nessa vida, fiz as pazes com essas companheiras de solidão. No som do computador um samba me ajuda a pensar coisas para escrever e maneiras de traduzir minha vida nesse pequeno espaço. Da última vez que escrevi no blog tinha frescas em mim, as lembranças da Bolívia. Hoje, quatro meses depois, já devidamente engolido pela minha rotina de aulas, monografia e bares parece que as montanhas bolivianas ainda estão vivas no meu pensar. E ainda assim mudei muito, os efeitos do intercâmbio nas terras argentinas ainda estão por ser descobertos. Meus antigos amigos, da faculdade, são cada vez mais irmãos, daqueles que você tem uma relação espontânea e que não poupa palavras para elogiar nem para tirar sarro. Os novos, que antes da minha viagem eram somente conhecidos com coisas em comum, se mostram a cada dia pessoas surpreendentes e cada vez mais me encantam. A Camila, ou cami, ou loirão, minha querida amiga de São Bento que foi para Tucumán pela UFPR também, e mora em Curitiba parece a ligação que eu tenho com um tempo que nunca existiu. Parece que nós temos um segredo, alguma coisa que só quem esteve lá pode entender. Pensei também que, depois do intercâmbio, nunca mais conseguiria estudar, mas me enganei redondamente. Meus interlocutores intelectuais aqui são pessoas incríveis, das mais diversas origens sociais e dos mais diversos gostos. Pessoas que em pouco tempo me inspiraram a enfiar a cara nos livros novamente. Saudades eu tinha, e nem imaginava, do Bar do Seu Aloízio, ou Casa Verde. Saudades de todos os bares curitibanos, com suas comandas, skols e saídas para fumantes. Sentia falta também do revolvido café da cantina da reitoria, que hoje em dia já voltei a tomar pelo menos uns três diários. Esse mundo, que dá sentido a minha vida de certa forma, já não faz mais muito sentido. Cabe agora, buscar o que eu hoje sinto falta, e que sinceramente não sei o que é. Mas que entendo como a minha própria vontade de viver!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário