quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Enquanto isso no Brasil...

Uma semaninha numa curiosa cidade chamada Curitiba. Palco das mais variadas demonstrações de conservadorismo do país. Nesse sentido, pode-se dizer que essa cidade é irmã de Tucumán, com a diferença que não se teve protagonismo nenhum para a independência do Brasil. Ainda assim ambas são cidades provincianas politicamente falando, e pouco acostumadas ao cambio natural do jogo político.

"Extrañando" todos e todas que conheci em Tucumán, me sinto um antropólogo que ao voltar de um trabalho etnográfico feito em uma sociedade distinta da sua, se percebe estranhando (no sentido do português) tudo aquilo que vive, sobretudo como se vive. Uma experiência genial. O Brasil vive um momento tenso, entre a ruptura e a continuidade. A marcada ruptura com a elite, o estabelecimento de um grupo estadista forte politicamente e popularmente. A valorização das políticas sociais, a recuperação da economia, o protagonismo ante conflitos internacionais foram as caracteristicas que marcaram os primeiros 8 anos dessa ruptura.
Chamo de ruptura, porque o poder durante muito tempo (ou quase sempre) esteve nas mãos das mesmas elites. Empresários, latifundiários, e grande parte da classe média (pseudo-liberal) se organizam nesse momento para brecar a ruptura. Aliados a grupos mediáticos que se utilizam de argumentos irracionais e de pouca lógica, são raros os momentos em que o debate é realmente político.

Ao meu ver, a sobrevivência desse tipo de pensamento (conservador) e força que ele possui nas sociedades brasileira e argentina, marcam o caráter colonial das mesmas.
Precisamos libertar nossas instituições desse ranço histórico, e essa é uma demanda para toda a américa latina.

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