sábado, 25 de setembro de 2010

Sobre as formas de reprodução das elites

A propósito de um evento no dia de hoje na minha cidade, a abertura de uma "cápsula do tempo" no meu antigo colégio, o marista Santa Maria. Pude observar como houve uma grande mobilização daqueles que hoje são advogados, médicos "doutores" da sociedade quase estamental curitibana. Para além dos propósitos de reencontro de amizades e pessoas, está também a reafirmação de valores e maneiras de pensar próprias de um colégio de elite, que ademais propõe uma formação católica.
Não me surpreenderia quantos de nós ex-alunos do colégio teremos filhos estudando nessa mesma instituição, reproduzindo os mesmos discursos e os mesmos valores de fato. Ainda que soe contraditória essa minha "auto-crítica" vejo-a na realidade como um exercício necessário. Assim como o fez, mais de uma vez, Jesus com a sua igreja (e em seu tempo) quando questionou instituições e leis, para proclamar a alteridade (ou o amor ao próximo) como ação e valor máximo de qualquer um que se propusesse a falar em seu nome. Ainda aguardo o dia em que essa mesma instituição que passei 13 anos da minha vida se proponha a maximizar a idéia de um amor ao próximo, ao invés de um "amor aos nossos".
Para isso trabalho juntamente com um grupo de pessoas, que na forma de uma pastoral respondemos e batalhamos os nossos próprios demônios, a acomodação do pensamento e a conformação com as estruturas de reprodução da desigualdade e da miséria no mundo.

2 comentários:

ariana disse...

Muito legal esse texto :)

Anônimo disse...

Me siento a mirarte desde el fondo de mi corazón y me pregunto...quién eres? un poco yo, un poco otros... cuántos sentimientos forman parte de esa masa que ahora te contorna? lo que nos deja impotentes no es descubrir que somos parte de la élite, sino seguir a ciegas por el camino de ella. Observa entonces cómo somos la diferencia...a pesar de haber muchos iguales entre los diferentes.
Escoger es siempre un acto de renuncia, es una opción que conlleva a la madurez y conciencia de la sociedad en que vivimos. Ah Miguel Hernandez...y su Nana de la cebolla (Desperté de ser niño, nunca despiertes! triste llevo la boca, riéte siempre!)Que tu processo sea rico en experiencias y lleno de nuevas oportunidades!