quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Me dicen el desaparecido...

Fazia um tempo que não escrevia, por uma série de motivos, o principal deles é que simplesmente precisava dar tempo ao tempo.

Tempo para me acostumar de vez, e tempo para circular por outras cidades além de San Miguel.
Falo pelos meus companheiros (e irmãos) de casa, quando penso que nossas vidas seguem no Brasil, mas para os que ficaram é como se faltasse uma peça no jogo. E quanto a nós, nos adaptamos e criamos novas rotinas, amigos e maneiras para disfarçar a saudade. Desde a última vez que escrevi muitas coisas aconteceram. Fomos num sábado a feira de Simóca que é um lugar que conserva muito das culturas regionais. A propósito de Simóca, quero aproveitar para divulgar a revista O viés da qual a Liana faz parte, e onde vocês encontrarão um trabalho jornalístico sério (o que convenhamos, é raro hoje em dia).

O site da revista contém um texto e fotos da Liana sobre a feira. O endereço é:

http://oviesrevista.wordpress.com

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Vocês devem ter notado a mudança na foto que estava atrás do título do blog, esse cactus nós encontramos em Amaicha del Valle, cidade onde o sol brilha por 360 dias do ano. Esse povoado se situa próximo às ruínas dos índios Quilmes. A foto foi tirada pelo Emílio, que além de ótimo engenheiro químico, amigo, é um bom fotógrafo! Nessa viagem de um fim de semana, fomos como em 20 pessoas, e aproveitamos para conhecer também a cidade turística de Tafí del Valle, esse sobrenome que as cidades tem por aqui não é por enfeite. De fato todas as cidades estão em vales gigantescos, cercados por montanhas maiores ainda, as quais se pode levar 2 horas no mínimo para chegar ao cume.
Foram belas viagens, mas no último fim de semana, aproveitei para visitar uma amiga que vive en Buenos Aires e que foi muito boa anfitriã me levando a uma festa e indo comigo na feira de San Telmo. Estando lá, pude sair com um amigo boliviano que é uma figura, e pude conhecer uma área da cidade chamada de Palermo Hollywood.

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O nível de festas agora abaixou, (para algo mais são). Estamos todos com parciais por fazer, que são os exames do meio do semestre e por isso não queremos fazer feio.
Ainda assim tem sido ótimo, a convivência na casa é cada dia melhor e a parceria só aumenta, estamos pensando em fazer uma festa do Brasil aqui em Tucumán, pra mostrar pros argentinos o que é música popular de qualidade! hehe

Saudações da Terra do Nunca!

2 comentários:

Anônimo disse...

Belíssima foto de/da abertura!!

"Terra do Nunca", belo nome, parece que tudo passa aqui, e, aí, o tempo tambem se vai, mas, como para o Peter Pan você continua jovem e a gente envelhece aqui!hehe. Captei vossa mesangem! Só quem passou por isso entende o que você quis dizer.
Abraços e besos!
ps: Por acaso os índios Quilmes tem alguma relação com aquela bebida dourada dos deuses?
ps2: escreva mais, ainda que pouco.

Victor Miguel disse...

Os quilmes na verdade não tem nada a ver com a cerveja, essa que foi criada por um alemão que residia nas regiões próximas a Buenos Aires. E por isso o nome da cerva, apesar de boa, soa como uma piada de mau gosto. Depois que os espanhóis conseguiram dominar a região e vencer a resistência de 130 anos dos autóctones, os levaram até a região onde está Buenos Aires, por isso se diz que esses índios não existem mais. O que é uma mentira. Eaí o alemão se inspirou neles para por o nome da bebida...