Salve! Salve!
Caros, tardo mas não falho. Estive com muitas coisas para fazer, e acabei não tendo tempo para postar aqui.
Terminei o relatório da pesquisa sobre os estudos africanos e agora posso me concentrar mais nas tarefas tucumanas. Escrevo desde um café, que é também uma biblioteca e onde ocorrem shows de tango. Um lugar muito interessante, neste momento estão tocando canções à la Mercedes Sosa, com uma pegada meio indígena.
Tenho muito o que contar então serei sistemático e começarei com as mudanças que ocorreram na casa.
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No outro post disse que estávamos em dúvida se íamos ficar na casa ou não, pois agora já não há mais dúvidas, ficaremos no departamiento de la 9 de julio, 280, 10o piso. A casa agora está cheia, antes estavam somente eu, a Natália e o Fernandão. A Liana, que faz jornalismo na UFSM chegou no último fim de semana. O Emílio, de Minas Gerais , estuda engenharia química na USP, e o Javier (vulgo Javi) que veio do México e faz Odonto aqui. Essa foi a primeira "leva" que já mudou a rotina da casa. As festas foram aumentando e o pessoal que tava na outra casa de brasileiros que está na rua Sarmiento, também chegaram nessa semana. A coisa já tava boa antes, depois que eles chegaram ficou ótima.
As festas aqui começam as duas da manhã, e acabam, pasmem, às 4! Sim muito estranho. Mas fazer o que né! hehe
Na segunda leva de brazucas da casa, chegaram os temperos que faltavam pra coisa ficar muy linda (como diriam os assistentes da Secretaria de Relações Internacionais). Glauber (não o Rocha) estudante de cinema da USP, protagonizou o primeiro aniversário da casa, e trouxe seu violão pra engrossar o caldo musical. Depois chegou o Rafa, o aventureiro (ou sem noção) que estava vindo desde Salta (que é o outro estado do norte argentino) em bicicleta com mais dois amigos, e chegou com histórias malucas e a bela expressão "coisa rica"que pretendo integrar ao meu vocabulário, pela boa vibração que traz. (??) hehe
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Assim como a casa foi se enchendo tive as primeiras aulas durante essa semana. Irei fazer duas matérias (já que parece que aqui o bixo pega em termos de carga de leitura), uma se chama História Latinoamericana 2 (período das independências) e a outra, Sociedades, território e dinâmicas culturais andinas. A segunda matéria só começará amanhã, mas a outra me pareceu muito boa, a professora Gabriela Tío Vallejo se mostrou muito solícita e disposta a me ajudar em qualquer coisa.
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Desde que cheguei aqui fizemos muitas festas e tal, mas tem algumas coisas em Tucumán que podem assustar qualquer ser humano. A quantidade de pedintes e crianças em condições subhumanas é altíssima, e da forma como vejo acaba sendo uma marca registrada do capitalismo, tanto em países periféricos como em países dos centros de poder. Nenhum sistema poderia ter elevado tanto a qualidade de vida de poucos e ter retirado as mínimas condições de dignidade de tantos, como o sistema capitalista. E assim nós vamos nos acostumando a conviver com a maravilha e o absurdo ao mesmo tempo.
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A saudade dos meus amigos e das pessoas que eu amo, talvez não seja tão evidente para quem me conheceu aqui. Mas em cada história contada, cada gesto e cada coisa que faço, levo um pouco dessas pessoas e levarei comigo um pouco dos meus 7 companheiros.
No próximo fim de semana faremos a primeira viagem juntos, vamos ver como saem as coisas. Imagino, pela primeira impressão que será tudo muito tranquilo.
Obs.: Na foto, a vista do pôr-do-sol meu apartamento.
Um comentário:
Oi Victor, sou a namorada do Fernandão! Hehehe
Ele me passou seu blog ontem pra eu dar uma olhada. Gostei! Bem bacana mesmo! Continue postando as aventuras por aí!
Tô pensando num blog pras minhas aventuras lá, no outro continente...
Um abraço,
Leo.
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