Caros Amigos e leitores
Esse e os posts seguintes serão histórias que vivi e coisas que aconteceram comigo durante o meu intercâmbio. Ou seja ainda estão acontecendo...
Escrevo de um café próximo ao meu apartamento, no centro da cidade de San Miguel de Tucumán, é o meu segundo dia aqui. A cidade apesar de ser pequena (em relação a cidade onde nasci, Curitiba) é muito movimentada. Já faz uns quatro dias que eu estou na Argentina, passei um fim de semana em uma das maiores cidades do país que se chama Córdoba. Essa é uma bela cidade, lá fiquei na casa da Marisa, uma amiga da minha mãe muito gente fina (e fina tbm). Junto com ela estavam as suas duas filhas (Denise a mais velha, e Pilar), duas meninas muito queridas, principalmente a mais nova! Além delas havia uma holandesa chamada Samantha que era bem parceira.
Cheguei de madrugada então fui direto pra cama , pois estava exausto. Quando acordei (ao meio dia) fomos tomar café da manhã na cozinha (eu e as meninas). O café na Argentina é em alguns pontos diferentes do Brasil, além do café que é mais fraco (mas da pra aguentar), eles comem uns crossaints melados que chamam de media lunas , ou meia-luas heheh. Que é exatamente o que estou comendo agora.
Bom lá em Córdoba fui a alguns lugares e praças, e pela noite saimos (eu, a holandesa, uma amiga dela e uma americana que estava fazendo intercâmbio). Qualquer mente um pouco mais maliciosa, vai pensar que eu adorei a noite ao lado das minhas companheiras anglo-saxãs! E devo admitir a noite não foi ruim, mas aquelas meninas eram muito estranhas! Fora a Samantha, que estava fazendo um curso de espanhol e estava no último nível, as outras duas realmente eram muito estranhas (mais para zagueiros da seleção sub-17 de seus países). Mas ainda sim pude rir muito naquela noite, por alguns motivos óbvios. Se em Cambouriú, a presença mínima de mulets ( a parte da nuca onde findam os cabelos masculinos), nos causa qualquer estranhamento, na balada (ou boliche) cordobeza, a coisa é motivo de histeria interna, já que eu era minoria né!
Enfim as argentinas apesar de estranhas, não deixam de ter o seu charme. A melhor hora da noite, foi quando um baixinho que bailava o reggaeton, se encostou na amiga da Samantha, um loirão maior que eu, e começou a rebolar. A cena foi de arrancar o cabelo.
Sim foi uma bela estadia em Córdoba, principalmente pela Pili (Pilar), uma gracinha de menina, que eu poderia chamar de muy amable, outra experiência interessante é o assado ou churrasco argentino, que é quase a mesma coisa que o nosso...
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Depois de uma viagem de quase 10 horas de ônibus, cheguei em San Miguel, fui ajudado e recepcionado pela minha amiga Rocio, que no semestre passado estava em Curitiba fazendo intercâmbio. Eu disse ajudado pois levava uma mala de 32 quilos, outra de 15, e além disso o meu violão e uma mochila bem pesada. Saímos da Rodoviária, que é junto com um shopping e fomos até a rua para pedir um taxi. Chegamos ao prédio onde estávam os colegas que iriam dormir comigo tentamos tocar o interfone uma vez e ninguém respondeu, na segunda tentativa atendeu a Natália (que faz enfermagem na Ufscar) . Subimos e eu a conheci pessoalmente, junto com Fernando ( da economia da Unesp).
A situação do apê (como eu já disse aos meus colegas) lembra aquela música-poema que Vinícius muito habilmente fez, "Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada..." O que quero dizer é que realmente a sala do apartamento era só poeira, com uma mesa de plástico, mais empoeirada ainda, e um colchão de sofá. A Rocio ficou abismada na mesma hora. E como a Natália e o Fernando estavam indo reclamar com o pessoal da Universidade bem na hora que eu tinha chego, então resolvi ir junto e levar a Rocio, já que ela era daqui e já tinha feito o intercâmbio. Depois de muita conversa, além de fazermos nossos registros, fizemos uma lista de coisas que eles deveriam providênciar, até porque a Natália já estava muito nervosa com a situação (o apê não tinha calefação nem aquecedores, além disso só possuia alguns jogos de cama incompletos...futuramente ele irá receber 8 pessoas). Agora no apartamento, estamos nós, eu , a Natália e o Fernando, e mais dois alunos que são de outro programa, Gabriel (arquitetura Ufmg) e Daniela (boliviana, que tá fazendo medicina).
Talvez, a primeira grande lição é que não é fácil entrar em furadas desse nível, principalmente quando você não conhece bem as pessoas que estão junto. Tenho tentado (como costumo fazer) criar um clima mais tranquilo na casa, já comprei umas cervejas e vinho, e descobri que o Fernando sabe tocar violão e pandeiro assim como eu, dividimos além do quarto as mesmas visões ideológicas, o que facilita muito a convivência . Hoje soubemos que eles querem nos levar para outro apartamento, ou casa, que fica bem mais longe da universidade do que essa....
Fiquem atentos para os próximos capítulos da novela Perdidos em Tucumán...
Obs.: A inspiração para escrever essas experiências nessa forma vem dos emails que recebi de um amigo que fez um mestrado na Italia, e deveras me divertiu e fez da saudade (presença constante) uma coisa não tão pesada quanto costuma ser. Devo dizer que apesar dessas dificuldades, a cidade me parece muito simpática e as pessoas muito interessantes. Uma das matérias que farei aqui será História da América Latina (período das independências). Já diria uma música da banda H2O : no one said it was gonna be easy, I`m not afraid to try...
Saudações Tucumanas!
6 comentários:
Hahaha. Adorei o relato!!
Por favor, continua escrevendo, assím eu posso ver as percepções e impressões que você tem, e vai ter, da cidade
Hahaha media lunas são tudo de boooom simples e macias hahahha
hahaha, se isso acontecesse cmg estaria chorando já...
Saudade mata gente menino...
Li e tive um gosto saudoso do nossos tempos de "becarios" noutros lugares. Sinceramente posso te dizer que viva intensamente cada um dos espaços que ocupas porque serão parte de teu futuro e da tua história.
É pa'lante que vamos (como dizem na RD)!
M
Cara,
Será mera coincidência a referência a muy amable no mesmo parágrafo da carne argentina???
Matou a fome???
Com churrasco argentino é claro.
Dae mulekee!!
Demorei um tempo pra acessar seu blog e vi que tava perdendo tempo. Interessantíssimo seus relatos e ri bastante com algumas coisas. Epero que continue escrevendo assim que possível. Não sei se abandonou a escalada monster, mas quando voltar, estará intimado se quiser. hahah
Um grande abraço, tudo de bom por aí.
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