Em meio a trabalhos e jogos da copa do mundo, algumas coisas me passam na cabeça e levam a algumas conclusões. A lastimável derrota da seleção brasileira me deixou realmente atordoado, mas ainda assim tinham vezes que parecia completamente previsível o desfecho real dessa história. Uma seleção sem brilho, da qual os jornalistas (pra garantir o ganha-pão) não perdiam a oportunidade de exaltar e ao mesmo tempo entrar em choque com um "Michael Dunga", sobretudo os exclusivos da globo. A seleção eficiente, sim eficiente tinha mais "atores" que "agentes" no sentido social, e mais "atores" que jogadores no sentido prático. A cada 5 minutos um jogador estava fingindo que jogava na tevê, pra vender algum produto. E em outros dias, eram 90 minutos de puro fingimento.
Não estou menosprezando o trabalho feito por essas pessoas, mas para mim foi realmente decepcionante ver a palavra "comprometimento"perder o seu valor. Fora isso, a copa do mundo da FIFA, é mais a copa das marcas, nike, adidas, puma, mcdonalds, coca-cola, hyundai ...fora os patrocinadores oficiais das seleções. Alguns , como eu mesmo, se iludem com a perspectiva de vitória de países da peiriferia do capitalismo, e projetam uma suposta vitória dos oprimidos da história. E no fim se desiludem com as supresas inevitáveis das partidas de futebol.
Um dia desses eu fui abordado por um rapaz, que com o fim da campanha brasileira tinha gasto a toa o último dinheiro que tinha para tentar fazer mais dinheiro, um ex-presidiário tentando se "reintegrar a sociedade".
Esses são os panoramas, de uma copa que nega o racismo pra poder se alimentar e alimentar um sistema que é muito mais onipresente do que nós imaginamos.
Gostar de futebol não pode significar nos entregarmos às falacias de um mundo completamente anti-desportivo...
Um comentário:
Que bonito que ficou o blog :)
Lindo, gostei!
Beijos!
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