Voltar a trabalhar nunca é fácil. Por melhores que sejam os companheiros de trabalho. O pior é começar a lembrar das coisas que ficaram pela metade, acho que esses são os momentos mais assustadores da rotina, quando as oportunidades e responsabilidades ficam embaralhadas. Saber colocar cada uma dessas em seu devido lugar é uma arte.
Por isso nesses momentos a presença de amigos (e namoradas porque não?) é de muita ajuda, justamente porque esses nos ajudam a relaxar e buscar soluções mais simples para esses problemas inevitáveis do cotidiano.
Eu por exemplo, comecei no meu trabalho, a montagem de uma tabela que compare a situação habitacional da cidade nas décadas de 70, 80, 90 e 2000. Além disso tenho a pesquisa acerca dos Estudos Africanos no Brasil e a relação destes com a independência dos países africanos de língua portuguesa. E ainda, estou ajudando meu melhor amigo a organizar a festa de despedida dele, na qual eu e ele vamos tocar um sambinha pro pessoal. Essas coisas são aquilo que eu tenho que fazer, mas sem considerar os afazeres caseiros que tomam tempo e disposição, e em algumas casas, podem ser motivo para brigas.
Mas no final do dia o que (pelo menos pra mim) não pode faltar, é aquela cervejinha despretenciosa com alguns amigos, regada a um bate-papo sobre banalidades. Pelo modo que vejo, não é só o trabalho que dignifica o homem.
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