
Estive tirando umas férias de escrever. Não porque não aguentasse mais escrever, mas porque achei que deveria arejar um pouco minhas idéias. Estou agora, escrevendo da casa do meu tio Arturo que vive em New Jersey. Já faz algum tempo que eu estou aqui e tem sido uma boa experiência, gastei mais dinheiro do que nunca (comprando um laptop, com o suado dinheiro do estágio), encontrei com o professor que está orientando minha pesquisa e tive a oportunidade de conhecer algumas das universidades mais conhecidas na minha área.
Conheci antes de chegar aqui em New Jersey, a cidade de Bogotá na Colombia. Lá conheci um grande sociólogo (a meu ver) e amigo de meus pais chamado Victor Reyes Morris. Estudioso das questões urbanas e de conceitos clássicos das ciências sociais, como a anomia, este professor se mostrou um sujeito muito sensato. Ademais deste senhor muito interessante, fiquei encantado com a cidade de Bogotá, gostaria de ter passado mais tempo lá.
Para quem não sabe New Jersey está ao lado da ilha de Mannhatan, parte da cidade de New York. Esta, que com certeza é um dos lugares mais interessantes do mundo, e quase com certeza o lugar mais interessante dos Estados Unidos. Digo interessante, porque abriga uma gama de culturas tão diversas e ás vezes contraditórias, que parece uma utopia que se mantenha pacífica e se situe num país como os Estados Unidos. Algo que talvez seja parte da cultura do país e que junto com meu irmão constatei é que o individualismo, aqui parece que é o bem mais distribuído igualitariamente. Independente de raça, cor ou credo, as pessoas parecem estar dotadas de uma razão individualista que é coletiva e democrática, e talvez necessária para um lugar onde o sistema capitalista é extremamente desenvolvido. Esse desenvolvimento (é sempre bom lembrar) ocorre em detrimento da exploração de países subdesenvolvidos como o Haiti e costuma subjugar uma maioria através do trabalho e da crença no consumo e nas coisas materiais.
Não poderia deixar de falar das saudades que desde o começo da viagem me acompanham. A saudade do samba da palma da mão e da sola do pé. A saudade da morena que eu deixei, e dos amigos mais que fiéis. A saudade que é inerente à todo aquele que tem o sangue latino e por diversas razões vem para esse hemisfério frio, que cada vez mais tem um sotaque espanhol. Coisas que fazem parte de mim e que me fazem amar sempre e cada vez mais o lugar de onde eu saí.
Um comentário:
que massa a constatação da razão individualista coletiva e democrática hehe!
Beijos e saudades!!!
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