Na terra da "liberdade" as mãos estão sempre ocupadas, se você não está numa sala de estar com o controle da televisão na mão, está com as mãos num grande hamburguer. Na rua, muitas mãos tem cada uma o seu aparelho de música, quando dentro de estabelecimentos comerciais, as mãos, neste lugar não escapam sem tocar, carregar, muito ou pouco, dinheiro.
Em todo lugar vêem-se as mãos cheias, carregadas e ainda não se sabe porquê. As vezes elas vem ornamentadas com anéis e luvas, mas ainda assim não se entende qual o motivo dessas mãos terem tanto para carregar , levar consigo e o que será feito com isso. A verdade é que depois de tantos botões apertados, e tantas maçanetas giradas essas mãos se viam como escravas.
Essa escravidão, a maior e talvez a pior da terra da liberdade impedia as mãos de se pensarem e de criarem coisas verdadeiramente úteis. E ainda pior, a maior parte do tempo elas não podiam tocar outras iguais a ela, eram reféns do desamor e da tirania de seus donos. O contato que tanto desejavam, se resumia diariamente a meros e raros apertos de mãos.
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