Estou tendo muito mais tempo, ultimamente para pensar na minha vida , e ler muita poesia, graças a Deus!
A verdade é que ando meio cabisbaixo, não encontrei ainda o porquê, mas algumas saudades e sonhos que tenho tido talvez constituam a resposta a essa minha pergunta . Tenho apenas 20 anos e algumas experiências (duas pra ser mais exato) amorosas no meu cúrriculo sentimental. E ultimamente parece que o que supostamente já estava superado voltou com mais interrogações do que nunca. A poesia, pode ser muito ou nada, útil nessas horas. Tanta coisa ainda há pra se fazer, lugares para conhecer e coisas para ler. Mas a minha breve memória torna a questionar coisas que ficaram para trás. Para ilustrar um pouco o que se passa , vou deixar aqui um poema do Mário Quintana que li a alguns dias...
Uma alegria para sempre
As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde
as datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer.
terça-feira, 14 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Roda Viva
Entre textos e prazos, ele se encontrava. A dor em sua cabeça o lembrava que tinha que ir
dormir e que já era tarde. Quem sabe mais uma palavra e ele entende exatamente o que aquele filho da puta escreveu a tanto tempo atrás , e o porquê de ele estar lendo-o, mas uma palavra foi o suficiente para sentir a sua cabeça explodir. Resolve ir dormir, mas o seu cérebro, aquele que estava imerso em teorias e hipóteses, passava, agora por uma turbulência de realidades que pertenciam a ele mesmo. Será que eu vou passar de semestre? Será que eu vou me formar com 20 e poucos? Será que eu consigo viajar antes disso? Será que ela gosta de mim? Será que meus pais algum dia vão realmente me entender? Será que tem dinheiro no banco? Será?
E como de súbito, ele apaga, sem forças nem dúvidas, e tampouco teorias sobre a vida.
Como havia dito no outro post, o mês de junho foi intenso, cheio de pessoas novas, coisas boas, outras nem tanto, algumas respostas e novas perguntas. A vida continua, e eu, amante das abstrações da realidade, sigo cada dia mais louco. As experiências incríveis do último mês começam a deixar um pouco de saudade agora.
Porém algo deve ser dito, antes que eu me esqueça. Algumas pessoas foram essenciais para que eu pudesse sair vivo desse mês, são algumas, mas são também únicas. Elas convivem diariamente comigo, ou as vezes só as vejo no fim de semana, as vezes só de mês em mês. Esses são os meus amigos, e de fato, tenho alguns bons amigos, com quem posso contar. Talvez seja por isso que a roda-viva não me enloqueceu de vez, porque ela está cheia de pessoas fascinantes. Talvez no dia-a-dia encontramos a verdadeira felicidade, sem aviões caindo, nem estrelas morrendo. Talvez se não fossem as pessoas interessantes que conheci até aqui, não conseguiria nem sair da cama para estudar a sociedade. São hipóteses que talvez a sociologia ainda não possa responder.
Aquele abraço para a tribo Manassés
"O samba, a viola , a roseira, um dia a fogueira queimou, foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou.
No peito a saudade cativa, faz força pro tempo parar, mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade pra lá. "Chico Buarque
dormir e que já era tarde. Quem sabe mais uma palavra e ele entende exatamente o que aquele filho da puta escreveu a tanto tempo atrás , e o porquê de ele estar lendo-o, mas uma palavra foi o suficiente para sentir a sua cabeça explodir. Resolve ir dormir, mas o seu cérebro, aquele que estava imerso em teorias e hipóteses, passava, agora por uma turbulência de realidades que pertenciam a ele mesmo. Será que eu vou passar de semestre? Será que eu vou me formar com 20 e poucos? Será que eu consigo viajar antes disso? Será que ela gosta de mim? Será que meus pais algum dia vão realmente me entender? Será que tem dinheiro no banco? Será?E como de súbito, ele apaga, sem forças nem dúvidas, e tampouco teorias sobre a vida.
Como havia dito no outro post, o mês de junho foi intenso, cheio de pessoas novas, coisas boas, outras nem tanto, algumas respostas e novas perguntas. A vida continua, e eu, amante das abstrações da realidade, sigo cada dia mais louco. As experiências incríveis do último mês começam a deixar um pouco de saudade agora.
Porém algo deve ser dito, antes que eu me esqueça. Algumas pessoas foram essenciais para que eu pudesse sair vivo desse mês, são algumas, mas são também únicas. Elas convivem diariamente comigo, ou as vezes só as vejo no fim de semana, as vezes só de mês em mês. Esses são os meus amigos, e de fato, tenho alguns bons amigos, com quem posso contar. Talvez seja por isso que a roda-viva não me enloqueceu de vez, porque ela está cheia de pessoas fascinantes. Talvez no dia-a-dia encontramos a verdadeira felicidade, sem aviões caindo, nem estrelas morrendo. Talvez se não fossem as pessoas interessantes que conheci até aqui, não conseguiria nem sair da cama para estudar a sociedade. São hipóteses que talvez a sociologia ainda não possa responder.
Aquele abraço para a tribo Manassés
"O samba, a viola , a roseira, um dia a fogueira queimou, foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou.
No peito a saudade cativa, faz força pro tempo parar, mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade pra lá. "Chico Buarque
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