sábado, 16 de maio de 2009

Flores no deserto

E ainda que muita coisa esteja ocorrendo de bom, na minha vida, existem algumas questões que me inquietam muito, ainda.
No estudo da sociedade, ainda há, na minha opinião,uma lacuna a ser preenchida. Essa lacuna se refere aos impulsos humanos mais íntimos e ao entendimento das nossas escolhas. Particularmente esse é um objeto que me fascina, principalmente quando transposto à política. Que é , queira ou não queira, a dimensão especialmente direcionada ao conflito, dentro das diversas nuances do social. O entendimento dos impulsos de efeito social, ao meu ver, têm ao mesmo tempo uma origem psiciologica e sociológica. E em termos mais gerais possui uma origem antropológica. Ou seja, o que se cultua, o que se representa em determinado espaço e tempo, é fruto de relações de "micropoder" que se estabelecem nas ramificações de uma sociedade complexa.
Essa semana decidi que essa será a problemática que vai orientar meus estudos, o caráter antropológico das relações politicas.

Presenciei o desmascaramento de alguns integrantes do centro acadêmico do qual participo (CACS) e devo dizer que como colega de trabalho, fico triste pela saída de uns e pela permanência de outros. O status quo dentro de um curso de Ciências Sociais é diferente, mas cumpre as mesmas funções que em qualquer outro lugar. Me resta erguer a cabeça e procurar manter a integridade nesse espaço de puro conflito.

Entendi por fim que os amigos que tenho são como flores num deserto, cercadas por uma areia social tão árida, mas ainda assim são tão belas e cheias de vida. Tanto os antigos amigos (do colégio) como os novos (da faculdade) têm me mostrado provas de fidelidade constantes, além da clara nobreza dos seus corações.

E para terminar deixo aqui uma menção aos meus pais, ausentes a uma semana já. As suas preocupações com a vida em geral, me tornaram um amante da vida humana, independente de crenças e principalmente dogmas, eu agradeço a eles, principalmente, pela inquietude.

Muitos desafios ainda estão por vir, que o outono, prelúdio do inverno, amadureça nossas folhas da sabedoria.

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