domingo, 16 de novembro de 2008

Seria mais fácil

Este foi um fim de semana atípico. Uma loucura atrás da outra, e pouca importância com planos e combinações. As vezes a vida nos surpreende , surpreende aqueles que vivem o real até a última gota. Surpreende aqueles que não vêem graça no que é material.
Em momentos de profunda embriaguez é que nós realmente nos enxergamos não como somos, ou como deveríamos ser, mas sim como não devemos ser. O olhar baixo, um leve sorriso de quem acha que tudo está em perfeita harmonia e a delicadeza de um elefante. Esse não é um manifesto anti-alcool, mas é o princípio de uma reflexão. Até que ponto nós devemos não-ser , aquilo o que queremos ser, ou aquilo que realmente somos.
Talvez, devido a carga de correria, trabalho, estudo, problemas com amigos, problemas com família e preocupações com o centro acadêmico do meu curso , algum ente divino me concedeu esse fim de semana com noites de interminável descaso. E esse descaso, que é fácil , é aliviador, nos permite evitar aquilo que nos incomoda e que nos embebe de um cego prazer que inexiste em si.
Talvez é esse descaso, do caminho que eu abandonei a alguns anos, precise ser vivenciado, justamente pra lembrar que a vida é muito mais que isso. Talvez acreditar que se ter uma visão mais crítica da sociedade seja o primeiro passo pra solucionar nossos problemas, é uma ilusão. Mas eu prefiro acreditar que o caminho mais fácil (menos crítico e mais passivo), o caminho do descaso, é o caminho que te levará a um labirinto, ou a uma prisão de sonhos e idéias, é o caminho portanto da caverna (sim a caverna de platão).
Este post então, eu dedico a minha luta, a minha paixão a tudo aquilo que torna as coisas mais completas, e portanto melhores.

2 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Poucas vezes na minha vida me senti tão mal, quanto me senti neste final de semana atípico. Mas um mal que ensina, faz refletir, e quem sabe mudar. Eu enquanto estava no assombrado labirinto, me senti pequeno, solitário e com medo. Medo de que as pessoas soubessem do meu fracasso, das minhas carências e das minhas vontades. Um medo de sentir coisas inusitadas, e não saber como reagir. Talvez as sensações sejam diferentes de organismo para organismo, fazendo com que eu não pudesse vivenciar as mesmas. É como se um sociólogo tentasse explicar a um professor de Educação Física, como é interessante, para ele, observar as pessoas.

Após passar todo este mal-estar, o melhor a fazer é parar e refletir. Será que o caminho mais fácil é o melhor a seguir ou será que existem outros caminhos que estão escancarados à nossa frente, mas não queremos seguir por algum motivo. Quem sabe a preguiça, a indiferença e tantos outros sentimentos que o cotidiano nos traz.
Peço desculpas se fui careta, chato, cabeça dura, mas algo divino assim como nos concedeu a oportunidade, também me concedeu o discernimento para não arriscar.

Um abraço, Andrey.